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Descoberto esquema de fraude no DPVAT

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Descoberto esquema de fraude no DPVAT

Três homens acusados de fraudar documentos do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) foram detidos nesta manhã. Entre os integrantes, o médico legista D.S.V., 61 anos, preso em Araranguá, e os agenciadores do DPVAT, R.S.M., 35 anos, e C.L.R., 40 anos, ambos detidos em Criciúma. R. e C. ingressaram no Presídio Santa Augusta na noite desta segunda-feira, até o momento, D. está sendo ouvido pelos policiais e não ingressou na unidade prisional.

A ação policial foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e também resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão realizados simultaneamente em Criciúma, Araranguá e Florianópolis, e culminou na apreensão de diversos documentos sinalizando as fraudes, uma CPU e dinheiro. O esquema, segundo o delegado Airton Ferreira, funcionava da seguinte forma: "Pessoas que sofriam acidentes eram procuradas e também procuravam o grupo por meio de indicações. Eles aumentavam as lesões, acrescentando fraturas que não existiam, por exemplo, com o objetivo de garantir uma quantia mais alta do seguro", explica a autoridade policial.

O grupo vem sendo investigado desde fevereiro. A ex-mulher do médico, que mora na Capital, segundo o Gaeco, também participava das ações. Um total de R$ 5,5 mil foi apreendido no veículo de um dos envolvidos e a polícia acredita que o valor possa ser resultado do esquema criminoso. O recolhimento dos documentos foi realizado em residências e no consultório do médico, em Araranguá. "Já temos informações que ele também usava o Instituto Médico Legal, assinando como legista os documentos", enfatiza.

Investigações apontam outros envolvidos

"Já recebemos inúmeras informações sobre a atividade. Acreditamos que esta quadrilha já atua há anos, e consegue resultados milionários. Outras pessoas também podem estar envolvidas. A partir dessas prisões, inicia um novo processo, o de identificar outros agentes e outros crimes", aponta o promotor Eduardo Paladino, acrescentando que ainda não é possível contabilizar quantos foram beneficiados com o esquema, e também valores que os envolvidos já adquiriram com a fraude.

"Todos serão ouvidos um a um. Está incluso nos próximos passos das investigações, saber o que foi adquirido pelos detidos com o dinheiro ilegal", declara. D. tem especialização em medicina do trabalho, soma 31 anos como médico legista e atualmente estava de licença prêmio do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Araranguá, além de ser proprietário de uma clínica na cidade. A polícia cogita que eles agiam em toda Região Sul. "Os envolvidos nos acidentes recebiam 30% do seguro, e o restante ficava com os detidos, tanto na fase inicial da seguradora, até os trâmites judiciais. A matriz da seguradora fica no Rio de Janeiro (RJ) e cooperou com as investigações", ressalta Ferreira.

D. será afastado do cargo, e corre risco de perder o registro no Conselho Regional de Medicina. As prisões, a princípio, têm um prazo de cinco dias, podendo ser estendidas. Eles devem ser indiciados por estelionato, falsidade ideológica e outros crimes que possam ser descobertos durante as diligências.

Fonte: Portal Clicatribuna (http://www.atribunanet.com) – 01/08/2011.

 


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